segunda-feira, 15 de setembro de 2008

CÁ SE FAZEM, CÁ SE PAGAM

Hoje, logo pela manhã, assisti a uma cena que quase me fez parar o carro em plena via pública, tal não foi a irritação que me causou.
Eu conto:

Em plena Av. Calouste Gulbenkian, quase a chegar à Praça de Espanha, seguia atrás de um automóvel que já me vinha a mexer com os nervos há uma série de tempo. O condutor parecia ocupado com qualquer coisa que o impedia de tomar atenção à estrada. Quase saiu da faixa por duas vezes, travou várias vezes sem qualquer razão aparente, de tal forma que tive de me concentrar a 200% para não me espetar no inergumene. Graças à minha absoluta concentração, reparei que o "animal" (peço desculpa aos animais) se debruçava para apanhar qualquer coisa enquanto conduzia. Ao mesmo tempo, virava-se para trás para falar (agitadamente) com alguém, que depois reparei que era uma criança!
Eis senão quando, abre a janela do seu carro topo de gama e atira um saco plástico pela janela fora!
Sim... disse bem... O senhor conduzia uma viatura topo de gama, pressupostamente seria alguém bem instalado na vida, possivelmente com um nível de formação superior. Incrível, não é?!

Mas o pior é que a criança que seguia atrás apercebeu-se do que o homem ía fazer, abriu a janela e debruçou-se para apanhar o saco... Ao perceber a tentativa da criança, o condutor trava mais uma vez, mas agora a fundo. Quase aconteceu um acidente, que poderia ter tido consequências terríveis.

Como é possível que coisas destas aconteçam ainda hoje?
Como é que a consciência de certas pessoas não pesa quando se cometem crimes como este?
Como é possível que uma pessoa possa viver tão alheada da realidade?
Como é que alguém com formação, conhecimento, consegue ser tão irresponsável?

Hoje foi um dia de azar para o ambiente, mas também para o imbecil do condutor que me irritou logo de manhã. Porquê?

Porque alguns metros mais à frente ultrapassei-o. Estava encostado à berma e tinha acabado de sofrer uma quebra no vidro.
Não resisti a dar uma risada de hiena!


E fui o resto do caminho a vociferar, vezes sem conta, a conclusão a que este vídeo nos faz chegar:
"CÁ SE FAZEM, CÁ SE PAGAM... CAMELO!".

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